Março de 2006 - Janeiro de 2009

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Abr 06

Pedir um bitoque sempre que se vai a um restaurante é algo que não entendo. Com tanta coisa para escolher, porquê pedir sempre a mesma coisa? Ouvir do empregado "Está aqui a ementa." e responder "Ah não é necessário, eu quero um bitoque." É uma falta de respeito. É como dizer que ainda nem vimos a lista, mas apostamos que mais vale pedir o básico não vá uma pessoa arrepender-se e ter de comer uma dessas outras coisas complicadas, tipo bacalhau com natas, lombo ou uma dessas modernices brasileiras.

A menos que uma pessoa tenha alguma debilidade a nível das papilas gustativas ou idade tão reduzida que não lhe permita ir à escola, este comportamento deve ser evitado. É que é uma atitude parva.

Só falta, para ser mais irritante ainda, pedir uma garrafa de água Carvalhelhos em vez de Luso porque esta tem um sabor estranho. Como que a dizer que tem um domínio fabuloso sobre os vários tipos de água. Como é que uma pessoa destas escolhe o vinho? Uhm .. para este tipo de bitoque, ou seja, a variante arroz e batatas em vez de batatas e arroz, eu iria escolher um Grão Vasco, tinto, de 1987 ou então um branco da região do sul de França." Não dá, santa paciência .

É impossível ter uma conversa gastronómica com este tipo de gente. Vamos falar do quê? Da evolução do bitoque ao longo da história ou do impacto que o ovo a cavalo teve na alimentação europeia nos séculos XVI e XVII? De forma alguma, a única coisa que podemos fazer é deixa-los comer o raio do bitoque, mas longe, não vá esse bicho se pegar.

publicado por Velho Jarreta às 21:08

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