Março de 2006 - Janeiro de 2009

05
Nov 08

Como todos os homens, sempre me interroguei com o porquê das mulheres irem juntas à casa de banho. Porque raio é que aquelas duas almas têm de ir mijar ao mesmo tempo? O que é que vão fazer para precisarem de auxilio mutuo? Será que vão medir os diâmetros da rata uma da outra? Debochar-se numa orgia lésbica sem limites? Roubar sabonete líquido e rolos de papel higiénico? À partida não. A resposta é bem mais óbvia e simples. Elas pura e simplesmente vão aos pares para poderem falar à vontade.

Nós homens, nunca fazemos isso. Ou melhor, fazemos mas de uma forma menos subtil. Para começar não nos enfiamos num cubículo do tamanho de um cacifo com uma sanita no meio com mais outro gajo por razão alguma. Que se fodam os problemas dele. Queremos lá bem saber se o outro precisa muito de desabafar ou que está enrascado porque apanhou chatos num bar de alterne qualquer. Até podia ser nosso irmão mas ali dentro fechado é que não. Queres falar, falas cá fora que estamos bem mais à vontade. Olhem o que aconteceu com o George Michael. Um sex symbol que tinha todas as mulheres à face da terra a seus pés. Um dia foi a uma casa de banho pública, um tipo meteu conversa com ele e tufa. Apanhou gay. É preciso ter muito cuidado. 

Nós homens se queremos falar de algo importante apanhamos uma bubadeira daquelas que se ganha a alcunha de “seca-adegas” e mandamos tudo cá para fora. Sentimentos, emoções, litros de tinto e o resto do jantar. É que falar destas coisas sóbrio é coisa de rabetas. Homem que é homem jamais falaria de questões sensíveis no seu pleno juízo. Quando um gajo está sóbrio as questões mais profundas que se devem abordar são o sistema táctico da selecção e a qualidade dos tremoços.

Mas voltando à casa de banho. Tenho muita dificuldade em compartilhar as minhas idas ao WC com outras pessoas. Não percebo como é que se pode ter uma conversa minimamente séria e estar ao mesmo tempo a olhar para alguém a mijar. Não estão decerto a imaginar os chefes de Estado Israelo-árabes metidos numa casa de banho a discutirem a questão dos colonatos judaicos. Onde é que já se viu? No meio de peidos, descargas de autoclismo e o cheiro a urina a abordarem a questão dos refugiados.

E cagar? Sim, será que as mulheres quando estão juntas na casa de banho têm licença para cagar? É que isso é nojento. Isso para mim vai para além do inaceitável. Estar de cuecas para baixo, sentado numa sanita, tendo como barulho de fundo o som de dejectos em queda livre sobre a água e, no meio disto tudo, há uma pessoa a falar connosco, nem num filme de Tarantino uma situação destas tem cabimento.

Não me ocorre nenhum assunto no mundo que fosse de tal maneira importante que para isso implicasse estar numa casa de banho pública com dois metros quadrados a olhar para um gajo a largar valentes poias e a peidar-se bravamente. Até podia ser para me dizer que ia ser pai e queria que eu fosse o padrinho do seu primogénito. Eu quero é que se foda. Se me está a contar isto enquanto se senta na sanita, baixa os boxers, coça a gaita e os tomates mesmo à minha frente e larga um valente peido, bem que pode arranjar outro padrinho. É que já é daquelas situações que ficamos sem saber bem o que dizer. Imaginem agora, conversar com um gajo que está todo vermelho da força bruta que está a fazer para abrir o esfíncter, de tal forma que saia uma farinheira reluzente do cu, de modo a que lhe deixe o intestino solto.

Francamente, cada coisa no seu sitio.

publicado por Velho Jarreta às 19:09

5 comentários:
Tens toda a razão e é daqueles temas que sinceramente não deixa de ser importante referir, mas acho que foste muito excessivo nos detalhes...
Piri a 5 de Novembro de 2008 às 19:54

Mais uma mãe cheia de verdades (literalmente de merda)
E quem fala assim não é gago...
Suricata a 6 de Novembro de 2008 às 11:27

Olha amiguinho...

Eu já estive numa casa de banho fechado prái umas... 3 horas... mais coisa menos coisa... e nem queiras saber a quantidade de gente que me foi bater à porta...

Ainda hoje não sei o que queriam...

Portanto, nunca digas nunca! (Eu conheço o teu passado...!)

Espero que tenha ficado explicada a prolongada permanência naquele confinadissimo espaço, ao fim destes anos todos.
Já na altura andava muito gajo estranho à solta...

Bem hajas!

Abraço

Tiago a 10 de Novembro de 2008 às 16:17

Eu nem sei o que responder. O episódio que referes foi um pouco diferente. Pelo menos é aquilo que penso. Pois eu estava a falar de conversas de casa de banho e tu estavas ali sozinho. Se não estava mais lá ninguém com quem poderias estar tu a falar?
Não me digas que era deus? Não é possível! Tu estives-te 3 horas a falar com o ser supremo. Inacreditável! E nunca me disseste nada. Que segredos profundos te contou ele? Como dobrar uma folha de papel higiénico de modo a efectuar a mais correcta limpeza do cu? Qual o movimento de braço, utilizando o piassaba , para melhor empurrar disformes farturas pelo cano abaixo?
As coisas que tu deves ter aprendido. Tens de me contar tudo isso e já agora o sentido da vida, que eu espero que lhe tenhas perguntado.
Um Abraço

Vês???

Ainda hoje gostavas de ter lá estado... (tu e mais 500 pessoas com a bexiga a latejar)

Tanta dúvida te assombra...

Mas deixa-me relançar o entusiasmo:

1º - Aquilo não tinha piassaba (ali seria um LUXO)
2º - Aquilo não tinha papel de qualquer espécie (nem sequer espaço para ele)
3º - A vida não tem sentido (depois daquilo)
4º - Deus não existe (muito menos ali)
5º - Ali não se aprendeu nada (que eu queira recordar)

E acredita que me fartei de falar! Foi só fazer amizades!
Não imaginas a quantidade de vezes que disse:

JÁ VOU!!!

Um Abraço
Tiago a 13 de Novembro de 2008 às 12:57

Novembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
13
15

16
17
19
20
22

23
25
26
29

30


mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO