Março de 2006 - Janeiro de 2009

29
Dez 08

É comum nesta altura fazerem-se balanços, análises e estabelecer projectos para o novo ano. Dentro dessa perspectiva de mudança ocorreu-me algo que é muito poucas vezes tido em conta. E que é brilhantemente referido numa das minhas músicas favoritas. 

Em 2001 os Tool editam “Lateralus”. É, na minha opinião, o melhor álbum dos últimos dez anos. A primeira faixa desse mesmo álbum intitula-se “The Grudge”. Esta palavra de som estranho, que poucos sabem a sua tradução, tem um significado conhecido por muitos. Rancor.

As origens dos ressentimentos de cada um podem ser as mais variadas. O seu impacto é que acaba por ser igual. Consome-nos por dentro. Prende-nos como uma corrente, atando as nossas acções e atrofiando-nos os pensamentos, sem nos deixar prosseguir. Uma carga negativa do tamanho do mundo.

Mas porque não nos limitamos a seguir em frente e arrumar o passado a um canto? Se já sabemos que não o podemos mudar, qual o sentido de vivermos preso a ele? Porque ao mesmo tempo, mantém-nos num lugar conhecido e confortável. Arriscarmos a mudar o que quer que seja envolve um risco enorme e uma grande coragem pessoal. E é bem mais difícil do que aquilo que possamos pensar. Assim, agarrados ao rancor, temos sempre uma desculpa para todos os males do mundo. E jamais a responsabilidade será nossa.

Numa altura em que todos encaramos o novo ano como uma possível mudança, seja em que área for, é sempre bom lembrar que enquanto o ressentimento se apoderar das nossas vidas jamais seguiremos em frente. Agora a opção está meramente em nós próprios. Podes ficar a lamuriar-te eternamente do passado ou viver no presente. A opção é tua. És tu o líder do teu próprio destino. Se queres realmente mudar alguma coisa, liberta-te dos grilhões do passado. Sai desse cadeirão confortável onde sempre vives-te e arrisca conhecer um novo mundo.

Para espantar com os recalcamentos e o remoer do passado, deixo-vos com os Tool. Esta música não tem videoclip nem existem imagens de actuações ao vivo com a qualidade que os meus leitores merecem. Felizmente alguém fez este óptimo trabalho, ao juntar imagens do filme “300” como fundo para esta brilhante obra. Minhas senhoras e meus senhores: The Grudge.  

 Wear the grudge like a crown of negativity.
Calculate what we will or will not tolerate.
Desperate to control all and everything.
Unable to forgive your scarlet lettermen.

Clutch it like a cornerstone. Otherwise it all comes down.
Justify denials and grip 'em to the lonesome end.
Clutch it like a cornerstone. Otherwise it all comes down.
Terrified of being wrong. Ultimatum prison cell.

Saturn ascends, choose one or ten. Hang on or be humbled again.

Clutch it like a cornerstone. Otherwise it all comes down.
Justify denials and grip 'em to the lonesome end.
Saturn ascends, comes round again.
Saturn ascends, the one, the ten. Ignorant to the damage done.

Wear the grudge like a crown of negativity.
Calculate what we will or will not tolerate.
Desperate to control all and everything.
Unable to forgive your scarlet lettermen.

Wear your grudge like a crown. Desperate to control.
Unable to forgive. And we're sinking deeper.

Defining, confining, controlling, and we're sinking deeper.

Saturn comes back around to show you everything
Let's you choose what you will not see and then
Drags you down like a stone or lifts you up again
Spits you out like a child, light and innocent.

Saturn comes back around. Lifts you up like a child or
Drags you down like a stone
To consume you till you choose to let this go.

Give away the stone. Let the oceans take and
Transmutate this cold and fated anchor.
Give away the stone. Let the waters kiss and
Transmutate these leaden grudges into gold.
Let go.

publicado por Velho Jarreta às 19:37

28
Dez 08

Quando pensávamos que tínhamos finalmente assente os pés na terra, após os devaneios calóricos do Natal, apercebemo-nos de que a alucinação ainda mal começou. À esquina já espreita a passagem de ano. E com ela vem mais um período de total demência. Se nos últimos dias embarcámos numa maratona de engorda e harmonia familiar, iremos agora num frenesim de festa descontrolada como se fossem os últimos dias da nossa vida.

A passagem de ano é a mais descarada desculpa para se apanhar uma grande bezana. Não sei quem se lembrou disso mas é brilhante. Todos os anos se faz uma festa à escala planetária para assinalar o facto de passarmos de um dia para o outro. É portanto, o extraordinário feito de uma mudança de calendário. E como se altera uma data faz-se uma puta de uma festa. É válido. Podia-se celebrar todas as semanas o facto de ser quarta-feira mas isso seria muito repetitivo e perdia a piada toda.

É que não é mais do que isso. Uma mudança no calendário. Nada muda no primeiro dia do ano. Está tudo na mesma. Quer dizer, se tirarmos o facto de estar tudo de ressaca e acabas-te de acordar e já passam das três da tarde. Ou o facto de estares vestido com umas cuecas de pele de leopardo em vez do habitual pijama com ursinhos. E ao lado a dormir estar um monte de gente que nunca tinhas visto e sentires um assado no baixo-ventre, de um lado e de outro denote-se. Tirando isso, que para muita gente até nem é assim um acordar tão estranho, tirando isso, está tudo na mesma.

Ninguém o irá admitir. Lá está o nosso velho problema em aceitar a realidade das coisas. Por muito que a razão e a experiência em outros anos nos digam, teima-mos em crer que agora tudo irá mudar. E aparecem os clássicos. O deixar de fumar, fazer a tal viagem, mudar de emprego, praticar desporto, acabar o nono ano, levar a vida com menos stress passar mais tempo com quem realmente gostamos e mais um milhão de lugares comuns que todos conhecemos mas que nunca visitámos. Não passa de uma grande punheta à escala global. Uma ilusão planetária. Parece uma foda maravilhosa, mas no fundo, no fundo, é só uma punheta. Passamos uma meia-noite a masturbar-nos mentalmente, bêbados que nem um cacho e com a boca cheia de passas. Com a vã ilusão de que aquilo é real e tem algum significado, embora saibamos que nos estamos a enganar.

Mas por enquanto que se foda. Acreditemos em tudo isso. Nem que seja até ao dia de Reis. Já é qualquer coisa. Aí não há volta a dar. É quando se acabam as caixas de chocolate e se desmontam as decorações de Natal. Aí temos de enfrentar a realidade. Por muito que nos custe temos de voltar do País das Maravilhas e sair pela toca do coelho. Mas até lá, que a música toque bem alto e brindemos aos céus como se estes fossem os últimos dias das nossas vidas.

 

publicado por Velho Jarreta às 20:51

21
Dez 08

Estamos provavelmente na mais surreal época do ano. Devo confessar que gosto do Natal. Mas lá por gostar, não posso deixar de reconhecer as suas falhas. É composto de demasiados disparates e irracionalidades que, por usa vez, não permitem que levemos este período das nossas vidas minimamente a serio. Senão vejamos.

Primeiro que tudo é dedicado à celebração do nascimento de um gajo que nunca existiu. Logo ai perde a credibilidade toda. Se queremos arranjar uma desculpa para fazer uma festa ao menos que tenhamos uma boa base para nos apoiarmos. Agora celebrar lendas e mitos é pouco fundamentado.

Mas nós sempre fizemos isso em Portugal. Temos um sério problema em lidar com a realidade e o seu mundo. Temos uma fé tão grande na tristeza e na inevitabilidade da nossa sina, que se queremos festejar o que quer que seja, temos de concebê-lo como algo que vem de outro mundo. Pois na ocidental praia lusitana só resta mirar o firmamento e chorar o nosso fado.

É como as festas de Verão que são sempre em homenagem a um santo qualquer que nunca ninguém ouviu falar. E se lhe é reconhecido o nome, o mérito e a obra são uma incógnita tão grande como o sexo dos anjos.

Mas não falemos mais de tristezas nem de sexo. Estamos no Natal, esses dois assuntos são tabu nesta época, ou pelo menos deviam ser. Não se pode, nem se deve, ser infeliz nesta altura, é deslocado do momento. E sexo então é fora de questão. A mera ideia de um beijo mais profundo quando se está rodeado de toda a família é tão excitante como fazer amor com uma hiena, ao som dos Delfins, usando um preservativo feito de pedra-pomes. Haja alegria portanto. Mesmo sem foder e com todas as suas falhas, a época natalícia é uma coisa muito linda. E felizmente só dura uns dias.

 

publicado por Velho Jarreta às 14:19

É normal nos momentos de festa comer e beber demais. Mas até para o exagero há limites. No Natal, um mini-prato é composto por um bife maior que a vaca, acompanhado de uma guarnição suficiente para alimentar a Somália durante uma semana. A quantidade de comida que se enfarda nesta época é de dimensões megalómanas.

O estômago passa a trabalhar em horas extraordinárias, muito superiores aquelas permitidas por lei. O nosso metabolismo fica tão regulado como a situação financeira do Estrela da Amadora. E o acto de passar mais de quinze minutos sem meter qualquer coisa ao bucho é considerado uma ofensa. E lá andamos nós a deambular de casa em casa, cheios que nem um abade.

E para além de haver muito, há de tudo. Quando entramos na casa onde vamos celebrar o Natal, temos sempre tendência a voltar cá fora para ver se não entramos num salão de casamentos por engano. Confirmamos e voltamos a confirmar. Mas não, continua a ser a casa de um familiar nosso. Só que por um breve período serve como depósito para o Banco Alimentar.

E há pratos que são presença obrigatória. Como são o caso do bacalhau e do bolo-rei. O bacalhau toda a gente gosta. Mas o bolo-rei ninguém lhe liga nenhuma. Se reparem no dia após o Natal, o centro de mesa tem mais fatias cortadas que o bolo-rei. Eu até acho piada a algumas tradições. Mas porque raio manter uma que já ninguém gosta? Antigamente havia muito menos doces e pronto, era o que havia e era muito bom por isso mesmo.

Por essa ordem de ideias ainda se continuava a realizar o Festival da Canção. (O quê? Essa merda ainda existe? Não é possível. Mas dá quando? E quem é que lá vai? A minha memória do último vencedor é para aí a Dora, que foi cantar o “Não Sejas Mau Para Mim”. Depois disso pensei que nunca mais se tinha pegado naquilo. Não te lembras da Dora? Aquela que tinha uma botas. Não, essa era Mónica Sintra. Oh pá era esta.).

 

publicado por Velho Jarreta às 14:17

Este deprimente “espectáculo”, e todas as suas derivações, são a mais degradante expressão natalícia. O que é que querem provar com aquela merda? Que estão ajudar os doentes? Eu garanto-vos já que não estão. Ninguém vai ficar melhor por estar fechado num barracão com mais quinhentas pessoas enfermas, a ouvir música de merda, uma tarde inteira.

Não passa de uma feira de vaidades, onde se fazem playbacks interpretados por artistas decadentes, anunciados por apresentadores que têm contratos para cumprir e famílias para alimentar. E quem assiste? A decadência personificada. Aquilo nem se devia chamar Natal dos Hospitais. O programa devia-se chamar “Gozar com quem sofre”. Não basta um gajo estar doente e ainda tem de passar um dia inteiro num estúdio gelado a ver a fina-flor do entulho da comunidade artística portuguesa. Ali a apodrecer numa maca, a ver a Ágata vestida de brilhantes. Pelo menos é o que parece. Um gajo depois de estar três meses numa urgência, a snifar éter e a tomar drunfos de manhã à noite, já vê tudo e nada ao mesmo tempo. E eu sei do que estou a falar. Toda a gente que conheço que esteve internado, a única coisa que queriam era ir-se embora dali. Quanto mais passar ali o Natal.

E é uma praga que se alastra. É pior que os gafanhotos e as baratas. Há vinte anos quando só existia a RTP era uma merda à mesma mas ao menos só havia uma edição. Agora parece que os estúdios de televisão se mudaram para as urgências dos hospitais públicos. Hospitais e não só. Depois começaram a aparecer o Natal das prisões, o Natal das maternidades, o Natal das casas de repouso, o Natal dos bombeiros do Cacém e o Natal no caralho que os foda. É natais em todo o lado, a única coisa que têm em comum é o facto de se passarem num sítio amplo em que está montes de gente completamente fodida da vida. Porque raio não fazem estas festas de Natal numa agência de modelos ou num bar de strip? Ao menos aí ainda tinha algum interesse. Eu quero lá estar o dia todo pregado à televisão a ver pessoas que para o ano não estão cá de certeza. Haja respeito. 

 

publicado por Velho Jarreta às 14:16

Para juntar à festa, e sem qualquer espécie de relação com a alucinação colectiva do nascimento do nazareno, os símbolos desta quadra são um pinheiro travesti e um velho vestido de vermelho. Em relação ao pinheiro nem vou comentar, cada um se veste como quer e eu não tenho nada a ver com isso. Desde que não sem metam comigo podem bem seguir a sua vida. O que eles fazem lá com eles naqueles bares nem sei nem quero saber. Desde que não andem na rua aos beijos uns com os outros. É que isso é nojento e anti-natura. Vão-se mas é tratar.

Em relação ao boneco nórdico da Coca-Cola, ainda hoje me interrogo como é possível ter ainda alguma credibilidade. O facto de se ter meramente quatro anos de idade não é desculpa para acreditar em tal figura. Não tem ponta de fundamento o pressuposto, que insinua que este obeso de barbas brancas, anda à volta do mundo montado num trenó voador puxado por umas renas a distribuir prendas através de exaustores e chaminés.

Já há muito que devia ter sido desmascarado. Porque raio é que aquele gordo há-de levar todo o mérito? Nós é que andamos o ano inteiro a trabalhar que nem cães para lhes podermos oferecer uma merda de um peluche e quem é que leva a coroa de louros? Exacto, o cabrão do gordo.

E se acham que ele existe, também não têm nenhum razão para gostar dele. O gajo só trabalha um dia por ano. De resto não faz um caralho. A não ser anúncios para a Coca-Cola. Mas se alguém acho que isso é um trabalho de gente, vou ali e já venho. Só o contracto que esse mono ganha por fazer comerciais à mais de cinquenta anos sobre refrigerantes deve-lhe ter enchido os bolsos à grande. Por isso é que só trabalha um dia por ano. Chega-lhe perfeitamente. Só pega ao serviço na noite de consoada por mero protagonismo. Que se foda o Pai Natal.

 

publicado por Velho Jarreta às 14:14

É aquilo que eu menos gosto do Natal. E não pensem que é algum resto do meu esquerdismo a vir ao de cima. Não se trata de uma critica ao consumismo, nem duma forma de protesto ou maneira de estar em sociedade. Pura e simplesmente acho que se é para gastar dinheiro em merda mais vale não gastar. Porque é disso que estamos a falar. Merda, merda e mais merda, embrulhada em papel colorido. Que outro nome podemos dar aquilo?

Ou são as clássicas meias de lã aos losangos e as camisolas interiores ou então garrafas de whisky martelado. Pior. Qualquer coisa que nunca sabes bem para que serve mas que te dizem que é para o enxoval. Para que é que eu quero um enxoval se não tenho dinheiro para comprar uma casa? Se me querem oferecer alguma coisa de jeito ofereçam-me um T4 na Lapa. Isso sim, isso deixava-me contente. Agora uma terrina para molhos. Que bom, dá-me um jeito do caralho. Eu até tenho por habito receber embaixadores lá em casa e tudo. Eu tenho uma teoria que qualquer coisa que só seja para ser utilizada num jantar formal não tem utilidade nenhuma. Tanto faz ser um talher para mariscos ou uma aba de grilo. Não passam de merdas que só servem para ocupar espaço lá em casa.

Será que não há a possibilidade de uma vez na vida termos aquilo que queremos no Natal? E esqueçam os apartamentos com vista para o Tejo. O que queremos por vezes não tem preço e é muito mais bonito e simples.

 

publicado por Velho Jarreta às 14:12

O último prego no caixão da carreira de um artista ou de uma banda é um álbum natalício. Editar um álbum de Natal é assumir perante o seu público que esgotou até às últimas possibilidades qualquer rasgo criativo que pudesse alguma vez ter. É declarar a sua morte artística e que a partir de agora por aqueles lados só sairá música de merda. Jamais voltarão a ouvir algo de minimamente interessante.

Por esta descrição ficamos com a ideia que montes de gente começou a carreira por lançar álbuns de Natal. Mas esses não. Esses eram, são e continuaram a ser uma grandiosíssima merda. Como todas as regras têm uma excepção refiro a seguinte. Estão desculpados o Tony Bennet, o Frank Sinatra e o Dean Martin. Neste espaço não se permite qualquer comentário pejorativo a nenhum destes senhores. Se alguém o fizer, em jeito de comentário, não fiquem espantados se um dia vos aparecerem à porta dois senhoras de fato, com a missão de operar-vos às rótulas.

Como tal, para deixar uma musiquita de Natal que seja mais ou menos tolerável, decidi apresentar-vos o seguinte. Nat King Cole e Frank Sinatra interpretando “The Christmas Song”. Não, não tem videoclip. Na altura não havia nada disso. E figuras deste calibre passam muito bem sem paneleirices. Mas tem no seu lugar uma montagem de postais de Natal que é muito lindo para ver com toda a família. Deve ser a única coisa neste espaço que dá para ver com a pequenada, por isso aproveitem.

 

publicado por Velho Jarreta às 14:11

De acordo com dados estatísticos da Guarda Nacional Republicana e da Policia de Segurança Pública, a noite de vinte e quatro para vinte e cinco de Dezembro é aquela que regista maior número de ocorrências relativas a violência doméstica. E aqui está a minha revolta. Isso nunca se passou na minha família. Nunca me lembro de um Natal que tivesse corrido mal ou que houvesse discussões. Mas quem somos nós a menos do que os outros? Este ano quero porrada de meia-noite. E à meia-noite especialmente, quero um ambiente tão pesado que se possa cortar à faca. E que essa mesma faca, degole pelo menos três familiares meus. E de preferência que eu seja o primeiro. Passar a meia-noite a esvair-me em sangue pelas guelras é o que eu entendo como um Natal a sério. Já estou a imaginar. Vou entrar na sala e dou com uma cadeira nos cornos da minha tia. Tufa. Só para não ter a mania que é diferente. Lá por ser a única a passar dos oitenta anos não faz dela um ser superior. 

Mas não são só os velhos que contam. O que seria do Natal sem as crianças? Não teria alegria nenhuma, não faria algum sentido. Isto é tudo muito lindo desde que as crianças não sejam nossas. Senão é uma trabalheira. Eu adoro ter montes de crianças à minha volta no Natal. Especialmente porque não sou pai delas. Estou para ali a brincar com eles muito bem disposto e quando me farto digo para irem ter com os pais. Claro que os meus primos não têm essa vantagem mas pronto. O sexo não é só coisas boas. Os métodos contraceptivos não existem só para encher os bolsos às farmacêuticas.

Gosto muito de crianças mas contribuem pouco para a casa. E dão imensa despesa, fazem montes de perguntas e nunca têm tabaco. Pensem nisto quando estiverem no ninho com os vossos.

publicado por Velho Jarreta às 14:10

Como é possível que este problema se repita todos os anos e ninguém faça nada? Não me lembro de um Natal em que pudesse andar à vontade. Está sempre um frio do caralho. Ou são maus isolamentos ou é a caldeira que está sempre desligada. Seja lá porque for é desagradável.

Que mania é essa de passar o Natal naquelas condições? Porque raio não se há-de poder passar a época festiva na praia de papo para o ar? É sempre pós outros, os do hemisfério sul. Esses passam sempre o Natal no quentinho. Cheios de sol, refastelados, O que é que eles fizeram para merecer isso.

E as consequências deste fenómeno? As constipações, o desconforto de andar com quilos de roupa e à quanto tempo nenhum de nós vê, no meio da rua, umas boas mamas a sair do decote? À que tempos, pois claro. Com este frio as mamas retraem-se. A mama é um bicho muito friorento e como tal tem tendência a hibernar entre os meses de Outubro e Março. O que, diga-se em bem da verdade é imenso tempo. Levem lá o frio e tragam cá as mamas. Muitas mamas, montes de mamas. O Natal já é assexuado demais, ao menos que hajam, lá está, mamas.

publicado por Velho Jarreta às 14:10

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