Março de 2006 - Janeiro de 2009

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Nov 08

Acho que chegou a hora de me deixar de profundos discursos filosóficos e buscas do sentido da vida e falar coisas bem mais terrenas. Como tal, decidi iniciar um ciclo, que prevejo ser longo, de coisas que me irritam profundamente. Comecemos.

Já repararam que quem ouve música no carro em altos berros só ouve é merda? Nunca estamos parados no meio do trânsito e de repente saiem disparados o Miles Davis ou os Pink Floyd de umas colunas montadas na chapeleira de um Saxo Cup. É sempre aquelas merdas do reggaeton ou a última colectânea elaborada pela Rádio Orbital.

E não é só a música que é uma merda. A maior merda é quem vai ao volante desses mesmos carros. O que é aqueles otários querem provar? Que não são lixo branco, suburbano, homofóbico, iletrado, falsos valentes e verdadeiros falhados? Que colocam o som no máximo de modo a que não se ouçam os seus complexos de inferioridade? Ou será que o fazem para que ninguém escute que a sua homofobia não é mais do que o secreto e ardente anseio de sentir uma volumosa verga a chegar-lhes ao duodeno?

Sabem o que eu desejo aquela gente? A morte. Nada mais, nada menos. Estou sempre à espera do momento em que no lugar daquela irritante batida de dancefloor me soe nos ouvidos o chiar de uns pneus e o som do desfazer de um automóvel. Chegar ao pé do carro e ver um corpo trucidado a esvair-se em sangue. Para ser a cereja em cima do bolo, que o CD lhe saia disparado do leitor e fique encrostado na testa de modo a que a massa encefálica, ou o que possa existir dela, saiam às postas pelo crânio aberto.

E de preferência antes de terem a oportunidade de ter filhos. Permitir a descendência desta gente não é mais que inundar a sociedade com mais mediocridade. Graças a deus pela legalização do aborto, pela existência da pílula e pela mortalidade infantil.

Não espero outra coisa. Esta gente jamais vai compreender noções como respeito pelo próximo ou viver em sociedade. A única coisa que os seus cérebros diminutos acham é que se é alguém na vida por se ter um potente sistema de som no carro.

Pouco me importa que tenham empregos de merda, um estado permanente de falência técnica, a condição eterna de escravos e que o som alto seja a única coisa que os faça sentir alguém. Eu não sou responsável pelo estado da vida deles. Como tal, não tenho de levar com reggaeton só porque parei num semáforo.

publicado por Velho Jarreta às 15:20

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