Março de 2006 - Janeiro de 2009

23
Set 08

 

Decerto que já vos encaminharam muitas vezes neste sentido. E posso adivinhar, com uma larga certeza, que também já enviaram muita gente para tal direcção. A questão que coloco é a seguinte? Onde é o caralho?

Não sei se já repararam mas sempre que mandam alguém para o caralho aquela pessoa fica exactamente no mesmo sítio. É normal. Por muita vontade que tenha de vos fazer a vontade, não faz a mínima ideia para onde se dirigir. Se eu vos mandar para o caralho neste preciso momento qual a vossa reacção? Exactamente e igualmente.

Para termos a certeza quando dissertamos sobre um assunto é sempre fundamental basearmo-nos em factos. Uma visita pelo Google earth leva-nos à conclusão de que não há nenhum sítio, localidade, povoação ou endereço conhecido como “o caralho”.

De acordo com a wikipédia, para além da óbvia referencia ao pénis, não há qualquer referência a um local. Mas há uma referência muito mais curiosa. De acordo com uma lenda urbana o caralho seria o cesto no topo do mastro de uma antiga caravela. O posto de observação mais alto de um navio. Seria portanto um sítio de castigo onde o marinheiro ali colocado seria o mais exposto a toda a espécie de calamidades. Não só das intempéries mas também o que mais sofria com o baloiçar do barco. Soa bem mas é uma grande treta, é meramente uma lenda urbana. Mas não deixa de ser uma explicação espectacular.

No entanto temos de ser correctos e precisos. Já concluímos que não há nenhum sitio chamado “o caralho”. O caralho não é mais que o pénis, e como ninguém pode ir até ao seu próprio pénis está fora de questão. Quer dizer eu vi uma vez um vídeo em que um gajo com muita ginástica chupava a própria pila mas não me parece que isso conte.

É muito mais correcto mandar as pessoas para a puta que os pariu. Com todo o respeito pela progenitora do enviado, ao menos assim o indivíduo tem uma certa ideia para onde se dirigir.

Seja como for ainda não saímos da casa da partida. E nem sequer recebemos dois contos. A única coisa que recebemos é uma ordem para ir para o caralho. Localização que desconhecemos e que nos impossibilita de nos pormos em movimento.

Outra questão igualmente pertinente é o que se faz no caralho? Vamos partir do pressuposto que sabemos onde fica o dito, mas o que vamos lá fazer? O que há de tão importante no caralho para alguém nos enviar para lá com um tom de voz que parece que temos de ir tirar o pai da forca? Se é assim tão importante porque não vai ele então? Parece-me lógico. Se ele está tão seguro de que temos de ir e depressa para o caralho porque não vai ele? Aposto que sabe melhor o caminho e a razão da deslocação do que nós.

Daí se ouvir tanta vez, quando alguém é enviado em tal direcção, a seguinte contra-resposta “Vai tu!”. Nada de imprevisível. Uma resposta bastante lógica até. Vai antes tu que pelos vistos sabes bem melhor o que se tem de tratar por aqueles lados.

E assim ficamos, longe do caralho, em plenas águas de bacalhau, neste marasmo a olhar uns para os outros sem que ninguém faça ou tenha resposta para o que quer que seja.

 

publicado por Velho Jarreta às 14:13

21
Set 08

 

The world is like a ride at an amusement park, and when you choose to go on it, you think it's real, because that's how powerful our minds are. And the ride goes up and down and round and round and it has thrills and chills and it's very brightly colored and it's very loud. And it's fun, for a while.

Some people have been on the ride for a long time, and they begin to question: 'Is this real? Or is this just a ride?' And other people have remembered, and they come back to us and they say 'Hey! Don't worry, don't be afraid -- ever -- because... this is just a ride.' And we kill those people.

'Shut him up! We have a lot invested in this ride! Shut him up! Look at my furrows of worry; look at my big bank account, and my family. This has to be real.' It's just a ride. But we always kill those good guys who try and tell us that -- ever notice that? -- and we let the demons run amok. But it doesn't matter, because... it's just a ride, and we can change it any time we want. It's only a choice. No effort. No worry. No job. No savings and money. Just a choice, right now, between fear and love. The eyes of fear want you to put bigger locks on your door, buy bigger guns, close yourself off. The eyes of love, instead, see all of us as one.

Here's what we can do to change the world, right now, into a better ride. Take all that money we spend on weapons and defense each year and, instead, spend it feeding, clothing and educating the poor of the world, which it would do many times over -- not one human being excluded -- and we can explore space together, both inner and outer, forever. In peace.

Bill Hicks

publicado por Velho Jarreta às 17:18

12
Set 08

O meu canal de televisão favorito, o youtube, tem dentro de si tesouros de uma riqueza inimaginável.

Recentemente descobri esta obra prima do blues infantil. Lamento não ter videoclip mas se for a ver bem duvido que alguém conseguisse, neste caso, transpor o som para imagem . Em todo o caso vale bem a pena. Quer pela carga emocional quer pela riqueza vocal.

Julio Miguel e Lêninha abordam uma temática tão negligenciada. A dor interior do filho de um recluso.

Desfrutem

 

 

publicado por Velho Jarreta às 15:47

10
Set 08

 

A noção de loucura, a par da noção de normalidade, são muito relativas. Vão-se alterando consuante a cultura, o tempo e a forma de estar de uma sociedade.

Antes de mais, note-se que não estou a falar de casos clínicos. A população residente do Miguel Bombarda, Júlio de Matos, Telhal e outros resort's de primeira linha entra noutra categoria. Aquela categoria dos "Completamente fodidos da cabeça." ou do "Ai minha nossa senhora, olhem-me para o estado daquele gajo." ou até "Deus todo poderoso o leve que é uma afronta para a raça humana.".

A loucura de que vos falo é mais aquela em que classificamos alguém que tem um comportamento que nos é estranho ou esquisito. Portanto, mais na onda do "Que cromo do caralho.", "Aquele gajo não joga com o baralho todo." ou ainda o clássico "Deve-lhe faltar algum parafuso.". Ou seja, é doido mas ainda pode andar à solta. Fiz-me entender? Isso é que é preciso.

Mas como definir esta loucura? Será possível personificar ou criar um, tão odiado mas tão útil, estereótipo? Um modelo único para exemplificar a pancada, uma forma universal de personifcar loucura?

Parece-me pouco plausível. Até porque já pensas-te o que estas mesmas pessoas acham realmente de ti? Se forem perguntar a uma daquelas figuras que tu tanto criticas e julgas, o que será que ela acha de ti? Poderá não ter opinião, é certo. Mas também poderá ter um sentimento recíproco. Como te sentes ao imaginar isso?

A primeira reacção seria: "Quero lá eu bem saber o que aquele monte de merda pensa de mim.". Isso seria o primeiro coelho a tirar da cartola. Mas o que sentes verdadeiramente cá dentro ao saber que alguém que tanto desprezas e desvalorizas te acha insignificante ou desprovido de qualquer função válida ou estimulante para a sua vida?

O que tem de mal uma pessoa ser ou comportar-se de forma diferente? Se não te chateia porque ficas tão chateado? O que te enerva no diferente e noutra forma de estar?

Toda a gente se revê nestas questões pela mesma razão. Todos temos preconceitos, todos já adoptámos este tipo de comportamento e já adoptaram este comportamento em nós. Ninguém é totalmente tolerante. Muito menos os que se assumem como tal. Se alguém se mostra como liberal e se assume como tolerante  e amigo de todos, desde a formiga de asas à baleia azul, então é porque é tudo menos isso.

Mas não pensem que eu quero mudar alguma coisa ou que estou a erguer a bandeira da tolerância e da liberdade. Longe de mim de tal batalha. Quando essa guerra despoletar quero estar bem longe de ambas as trincheiras.  Prefiro lutar por mim do que contra alguém.

No fundo quem é louco é quem não é ele mesmo. E meus caros, como todos nós comprovamos, o que não falta para aí são malucos.

publicado por Velho Jarreta às 17:40

09
Set 08

Meus caros assíduos e respeitosos leitores, acho que me vou deixar desta treta de escrever textos e passar a escolher vídeos de qualidade. Dá muito menos trabalho e ao menos vocês apreciam material de primeira categoria.

O que vos proponho para hoje são rojões à Minhota. Em alternativa têm também este vídeo com um sketch do programa "Fogo Posto". Programa este que eu recomendo vivamente.

Encabeçado pelo brilhante José de Pina e outros autores igualmente dotados de uma forte alarvidade, este alegre espaço televisivo é impar no panorama televisivo português.

Desfrutem.

 

 

publicado por Velho Jarreta às 21:08

08
Set 08

Boa imagem e som mas sem legendas

 

 

Má imagem mas legendado

 

 

 

publicado por Velho Jarreta às 12:51

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