Março de 2006 - Janeiro de 2009

28
Nov 06

Se há coisa que os portugueses têm, é a profunda convicção de que, seja qual for o assunto que se esteja a debater, têm direito à sua opinião. Independentemente de saberem o que quer que seja sobre… o que quer que seja.

Só um perfeito totó diria que não tem resposta. Jamais um de nós afirmará que não sabe nada sobre uma qualquer questão que lhe coloquem. As únicas alturas em que não sabemos nem vimos nada é quando aparece a policia, após assistirmos a um acidente de viação, ou quando somos chamados às Finanças para explicar porque é que posemos o ecrã de plasma, com home-cinema , como despesas de educação. Para além das referidas situações podemos, podemos não, devemos sempre opinar.

O comentário com maior dose de chico-espertismo é sem dúvida Uhmmmm isso não é bem assim.". Esta frase é utilizada incessantemente por quem não faz a mínima ideia da solução para tal problema. E para esconder a sua ignorância diz isto, sem nunca argumentar rigorosamente nada. "Porque é que não é bem assim? Olha que raio de pergunta uhmmm …porque não é…pronto lá estás tu com a mania que sabes tudo.". E assim acaba a discussão, com o espertalhão na mó de cima.

Daí as opções numa conversa tuga serem muito limitadas. Quem não sabe nada, ou fica calado (o que não é nada aconselhável pois aí todos ficam a pensar que ele é um fraco sem a mínima dose de personalidade) ou então fala sem parar como se fosse ficar mudo dentro de segundos e aproveitasse os últimos momentos de fala para expor tudo aquilo que lhe vai na alma.

Outro coisa também muito típica é o papaguear. Este acto consiste na pura repetição exaustiva daquilo que outro disse. Este outro tanto pode ser um professor catedrático como o homem do talho, tanto faz, o importante é não ter ideias próprias e afirmar com convicção.

No caso de termos o azar de alguém descobrir que não fazemos a mínima ideia do que estamos para ali a dizer há que ter a classe de saber mudar rapidamente de assunto. No caso de isto não ser possível deve-se então arrematar a conversa com uma das seguintes expressões: "É tudo a mamar à conta do povo", "O que eles querem é poleiro", "Isto é meio mundo a roubar o outro" ou então em ultimo caso Tá calado que tu não percebes nada disso".

Um resto de bom dia e boas conversas.

publicado por Velho Jarreta às 21:05

14
Nov 06

É do conhecimento geral que os homens adoram automóveis . É verdade, mesmo quem não tenha grande apetência ou gosto pela condução fica sempre fascinado com uma grande máquina. Não me perguntem o porquê deste gosto que eu não sei (aliás eu não sei nada de nada mas pronto, faz de conta). 

Outro grande fascínio que possuímos são as mulheres e muito sinceramente há grandes similaridades na forma como admiramos ambas. Não podemos ter todas as que queremos, por vezes até andamos a pé pois não há carro que nos agrade ou mulher que nos queira e vice-versa. As opções são imensas mas como escolher? Bem, isso depende acima de tudo daquilo que se quer.   

Muitas mulheres têm, à primeira vista, o mesmo efeito que um carro coreano. Não salta à vista, tem todas as funcionalidades desejadas, é prático e útil mas sabemos que não passa de um Hyundai ou de um Kia . Jamais suplantará a emoção ou o design de um Alfa Romeu, que apesar de todos os pequenos problemas que lhe vêm associados, tem classe. Acima de tudo tem um certo toque que faz dele especial, pelo menos ao olhar, pois a sua condução é mais nervosa e menos fiável nas longas viagens.

Ninguem precisa de um Ferrari, de um Maseratti ou de um Aston Martin mas é um facto que é uma forma única de viajar. Não há máquina que nos proporcione uma viagem tão excitante. Mas é pouco prático para o dia à dia, dispendioso embora por outro lado único. Os Bentleys e Rolls Royce sabemos que existem até vimos um a semana passada mas deve ter sido uma miragem pois nunca ouvimos falar de alguém que os tenha conduzido. Na minha opinião não passa de um mito.

Os carros nórdicos são seguros, nada como ter um Volvo ou Saab , para nos garantir estabilidade. Mas são demasiado previsíveis , transmitem pouco emoção. Podemos então optar por um BMW, um Mercedes, um Audi quem sabe um Porsche. Sem dúvida excelentes opções mas não são acessíveis a qualquer um. A manutenção é cara e se não tens estofo para os possuir nem os deverias ter.

Há quem prefira um carro norte-americano, um Chrysler ou um Cadillac. Grande, vistoso mas um pouco bardajão , que bebe mais que toda a população estudantil em dias de queima. Mas ao fim e ao cabo a maioria dos automóveis que se vêm são Fiat, Renault, Ford, Citroen , Peugeot, Opel e outras marcas do género . Não são maus, por vezes até são bastante bons, não nos dão grandes problemas, acima de tudo são reais e satisfazem as nossas necessidades. E embora passado uns anos pareçam obsoletos, continuam a andar, a sua devoção e fidelidade lá continua apesar do esbater da pintura.

Se me perguntarem qual o carro dos meus sonhos não saberia dar uma resposta certa, apesar de já ter visto modelos fantásticos não acredito na perfeição. Em todo o caso a escolha iria sempre incidir num clássico, que apesar de se notarem os anos, continua com classe e personalidade própria. Que se mantenha sempre fiel ao meu lado apesar das turbulências da estrada, que me proteja dum imenso temporal e a quem eu possa provar que sou digno da sua condução.

publicado por Velho Jarreta às 13:27

07
Nov 06

Não, não vos estou a falar da banda de Hard Rock dos anos 80 que tocavam com Black &Decker's para os solos sairem à velocidade da luz. Muito menos do filme protagonizado por Tom Hanks que já deve ter a fita gasta de tantas vezes que foi exibido nas tardes de domingo. Quando vos falo em Mr Big  estou-me a referir à personagem de "Sexo E A Cidade". O eterno amor da personagem principal, interpertada por Sarah Jessica Parker.

Acho esta série fabulosa e apesar de já ter visto todos os episódios, sempre que volta a repetir, como acontece agora na Sic, vejo sempre, apesar do horário impróprio a que passa. Claro que passa naquela hora, como seria possivel fazer uma grelha televisiva sem oito telenovelas a seguir ao jantar?

Todos nós conhecemos alguem com as carateristicas daquelas quatro mulheres (Nota: se não conheces devias sair mais de casa, ou pelo menos conviver com novas pessoas). Desde a ninfómaniaca (Samantha Jones) até à ultra romantica e edialista (Charlotte York), passando pela racional (Miranda Hobbes) e a descontraida (Carrie Bradshaw). Todas elas representam algo que quase que podemos estéreotipar. Mas como classificamos Mr Big?

É nesta questão que mais se nota a diferença entre homens e mulheres. Do ponto vista feminino, escutando Carrie Bradshaw e a opinião de várias mulheres , Mr Big é altamente complexo, difícil de conhecer, não dado a compromissos, de pouca confiança, basicamente um cabrão. Por outro lado é um sedutor nato, rico, vai à missa com a mãe, é atencioso, e é o amigo e amante que qualquer mulher procura. É contraditório e confuso na sua essência.

Do ponto vista masculino ele é pura e simplesmente um gajo fixe que tem muita guita. Os homens entendem o que eu quero dizer, mas vocês minhas senhoras estão baralhadas não estão? Tenham calma que eu explico. Isto tem uma resposta simples quer queiram quer não. Não é Mr Big que é complexo, o que é complexo é o vosso ponto de vista. As mulheres são complicadas e os homens são básicos. Para nós as coisas são muito pão pão queijo queijo, a nossa realidade é concreta, palpável e os nossos sonhos também. É acima de tudo simples, simples e difícil . Para as mulheres a dificuldade mantém-se mas o mundo torna-se muito mais complexo. Vemos a realidade sob diferentes ângulos e isso sempre se irá manter. Não há melhor nem há pior, há o que há e é isto com que temos de viver.

Na série televisiva eles acabam juntos e felizes para sempre (pois tá claro). Na realidade ninguém vive feliz para sempre mas se um lado simplificar e outro complicar podemos de certeza fazer algo mágico.

publicado por Velho Jarreta às 13:34

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