Março de 2006 - Janeiro de 2009

24
Abr 06

Pedir um bitoque sempre que se vai a um restaurante é algo que não entendo. Com tanta coisa para escolher, porquê pedir sempre a mesma coisa? Ouvir do empregado "Está aqui a ementa." e responder "Ah não é necessário, eu quero um bitoque." É uma falta de respeito. É como dizer que ainda nem vimos a lista, mas apostamos que mais vale pedir o básico não vá uma pessoa arrepender-se e ter de comer uma dessas outras coisas complicadas, tipo bacalhau com natas, lombo ou uma dessas modernices brasileiras.

A menos que uma pessoa tenha alguma debilidade a nível das papilas gustativas ou idade tão reduzida que não lhe permita ir à escola, este comportamento deve ser evitado. É que é uma atitude parva.

Só falta, para ser mais irritante ainda, pedir uma garrafa de água Carvalhelhos em vez de Luso porque esta tem um sabor estranho. Como que a dizer que tem um domínio fabuloso sobre os vários tipos de água. Como é que uma pessoa destas escolhe o vinho? Uhm .. para este tipo de bitoque, ou seja, a variante arroz e batatas em vez de batatas e arroz, eu iria escolher um Grão Vasco, tinto, de 1987 ou então um branco da região do sul de França." Não dá, santa paciência .

É impossível ter uma conversa gastronómica com este tipo de gente. Vamos falar do quê? Da evolução do bitoque ao longo da história ou do impacto que o ovo a cavalo teve na alimentação europeia nos séculos XVI e XVII? De forma alguma, a única coisa que podemos fazer é deixa-los comer o raio do bitoque, mas longe, não vá esse bicho se pegar.

publicado por Velho Jarreta às 21:08

21
Abr 06

Os Guns N ’ Roses são a minha banda favorita. A única coisa que lhes tenho a apontar foi o facto de durarem tão pouco tempo. O que era normal tendo em conta o estilo de vida que levavam. Aliás, se formos a ver até é um autentico milagre terem durado tanto tempo. Parecia que aquelas cinco almas estavam numa competição para ver quem é que se matava mais depressa.

Quando se juntaram vivam num T1 , sem casa de banho, que apelidaram de Hellhouse . De acordo com Izzy Stradlin (guitarra ritmo da banda), que dizia que não há melhor sensação que ir a vomitar, perdido de bêbado , na janela de um autocarro a 150 km/hora, deram este nome pois parecia que viviam num autentico inferno. Curiosamente, e contra todas as probabilidades, hoje estão todos vivos. Por essa altura iam sempre a um restaurante mexicano, onde nas palavras de Slash ( guitarra solo da banda) " N ós costumávamo-nos sentar aqui neste canto, porque é o melhor sitio para nos sacarem um bico sem que mais ninguém repare.". O Axl W. Rose (vocalista) tinha uma forte opinião sobre a homossexualidade : "Nunca percebi os paneleiros , eu sou 100% pró-heterosexual , não me consigo fartar de mulheres.".

Sempre gostei de pessoas, e bandas em particular, que têm a capacidade de ser honestas e imprevisíveis , quer eu concorde ou não com aquilo que dizem. Há algo de profundamente doentio no "politicamente correcto". Não há nada mais enfadonho que pessoas que não têm opiniões próprias. Aquela gente, a quem sempre que nós perguntamos " Queres carne ou peixe?" e elas respondem "Ah pode ser…é o que vocês quiserem", só me dá vontade de espancá-las, pelo menos até à morte. Todos temos alturas em que pouco nos interessa, que não queremos saber, mas fazer disso um lema de vida é desesperante. Pior que não ter opinião sobre nada é dizer que é assim porque ouviu dizer. Isso ainda me cria mais revolta. São como os papagaios mas com cores muito mais cinzentas. Se alguém não tem a capacidade de pensar pela sua própria cabeça e se já sabemos sempre aquilo que vai dizer antes de abrir a boca, só me provoca uma coisa, irritação aguda.

publicado por Velho Jarreta às 16:16

17
Abr 06

Desde de miúdo que adoro marketing. Entender como se comporta neste campo a psique humana sempre me fascinou. E é conhecido no mundo da publicidade que as palavras que mais fazem vender são "sexo" e "grátis". Deixando a rebarbadice de lado, vamos focar-nos no segundo aspecto. O facto de podermos levar algo em que não tenhamos de abrir os cordões à bolsa é levado a extremos neste país. Quantas vezes um de nós não assistiu ao triste espectáculo , onde à saída da praia ou à porta de um hipermercado, se oferecem, de forma indiscriminada, amostras de um qualquer tipo de produto? À primeira vista poderíamos supor que estaria ali o Simão Sabrosa a dar autógrafos, ou que um gajo qualquer teria tido um ataque cardíaco e que estava tudo à volta a tentar reanimá-lo. Nada de mais errado. É sim uma moça, com um saco de plástico preto que tem o dobro do tamanho dela, a oferecer pequenos pacotes de batatas fritas. À volta dela está uma multidão eufórica que estende os braços, como se fosse tocar numa qualquer divindade e conseguir daí a salvação eterna, na esperança de conseguir um mísero pacotinho. Se passamos ali com um grupo de amigos há sempre alguém, muitas vezes somos nós próprios, que diz "Espera aí que eu também quero. Já viste que é à pála ?". Como se fosse um insulto recusar, pois como é obvio é à borla. Depois de perdermos uns preciosos minutos , onde estivemos a levar com uma mulher, gorda que nem um pote, caída em cima de nós, pois ela também queria batatas (pouco lhe interessa que se comer aquele pacote o seu colesterol atinja marcos históricos, ela quer é o raio das batatas como toda a gente), finalmente já podemos avançar. Quando avançamos uns metros , começa outro triste espectáculo , que é o começarmos a dar pontapés em algo, que não sabemos o quê, olhamos e para nosso espanto… são pacotes de batatas fritas. Os próximos 12 caixotes de lixo, e respectiva área circundante, estão afogados em… adivinharam pacotes de batatas fritas. Enquanto abrandamos para nos enojarmos com tamanha javardice , passa a mulher que esteve em cima de nós, com os braços cheios (para não variar de batatas fritas) a berrar " Ó Octávio vai lá buscar tu também que são à borla!".

Isto só demonstra uma coisa, somos um povo de alarves, umas bestas autenticas. Podemos nem gostar do que estão a dar mais jamais iremos recusar pois é à borla. E como tal é uma obrigação social ir carregado com aquilo, nem que seja só um bocado, e dizer "Mas que bela merda . Se ao menos fossem das com sabor a presunto. Essas sim, são boas. Aposto que estão a dar porque está próximo do prazo de validade. Estes gajos são sempre a mesma coisa. Vai já pó caixote do lixo."

publicado por Velho Jarreta às 15:56

12
Abr 06

Leonardo da Vinci , figura conhecida por todos, personificação do homem do Renascimento devido à sua amplitude de actividades, foi para mim, simplesmente um otário. Não lhe retiro qualquer tipo de mérito em relação à sua vasta obra, mas esta figura mítica cometeu um erro que lhe lixou a vida toda. Não patenteou nenhuma das suas invenções. Então um gajo que inventa tudo e mais alguma coisa não se lembra de registar aquilo que faz, de modo a que ninguém vá dizer "Ah e tal quem fez o esboço do helicóptero fui e não esse gadelhudo de Florença". Imaginem só dinheiro que poderia ter ganho. Aposto que levou uma ninharia por ter pintado A Última Ceia e a Mona Lisa.

Ernesto Che Guevara , guerrilheiro revolucionário, ícone da liberdade, só podia estar a dormir quando lhe tiraram a famosa foto vista, hoje em dia, em todo o mundo. Se tivesse olho para o negócio tinha imediatamente dito que por cada vez que visse essa foto publicada tinha de receber uma percentagem. Em vez de ter ido, depois da revolução cubana, combater para a Bolívia , tinha mas é aberto uma confecção de T-shirts, import-export , e agora estava em Havana, Buenos Aires ou Miami a apanhar sol e a mamar jolas .

Um individuo , que não ficou para a história, no seu emprego de merda dizia a todos que via, que ia ficar rico com uma invenção sua. Quando lhe perguntavam o que era, ele pegava num papel e fazia um circulo. Todos se riam dele. Patenteou-a e passado pouco tempo estava multi-milionário pois tinha inventado o hula-hup , aquele arco que pomos a girar à volta do corpo. Desta vez não era ele que estava a dormir, mas sim todos à sua volta.

Muitas vezes, por muito estúpida ou muito correcta que seja, uma ideia pode dar em algo brilhante, mas pelo sim pelo não, não se esqueçam de a patentear.

publicado por Velho Jarreta às 21:18

11
Abr 06

Uma amiga minha conhecia uma pessoa que passou 20 anos a carimbar caixas. Sim, nada mais do que isso. Não tinha que saber, nem fazer, mais nada. Pura e simplesmente sentava-se em frente a uma linha de montagem com um carimbo na mão e dava marteladas a tudo o que lhe aparecia pela frente. Como é que é possível que alguém tenha estado tanto tempo a fazer um trabalho que até uma máquina acharia monótono? Carimbar, carimbar, carimbar e mais carimbar. Ao pé desta mulher o trabalho do Charlie Chaplin no filme Tempos Modernos parecia ser uma tarefa altamente estimulante.

Quando me contaram esta estória uma questão surgiu-me logo na mente. O que aconteceria a esta pessoa quando, passado 20 anos, fosse procurar outro trabalho. A probabilidade de ser recebida por um departamento de recursos humanos, para uma entrevista de emprego, após enviar um currículo que diga "elevada experiência profissional no campo do carimbismo ", seria tanta como de ganhar o euromilhões. Mas imaginemos que mesmo assim que vai à dita entrevista, onde lhe fazem as perguntas da praxe. Mas o que é que ela vai dizer em sua defesa? "Sim, eu tenho plena confiança nas minhas capacidades e acredito que tenho todas as condições para realizar esta tarefa.", "Oh minha senhora mas olhe engenharia física não é pêra doce .".

Porque essa é a grande questão, o que vai fazer uma pessoa que passou duas décadas a carimbar? Ainda se queixam que algumas pessoas não se adaptam às novas tecnologias. Se esta mulher fosse viva no tempo do infante D.Henrique aposto que este diria que esta gaja nem para carregar naus servia. Aposto que ordenado compensava, devia ser uma fortuna. Sim, porque carimbar em horas extraordinárias dá rios de dinheiro. É isso e ser taxista na Suíça . Enfim, se algum de vocês acha que é pouco qualificado e que o vosso trabalho é uma merda e já estão fartos, lembrem-se sempre que pelo menos uma pessoa já passou vinte anos a carimbar e carimbar e carimbar e carim …

publicado por Velho Jarreta às 17:29

06
Abr 06

A 13 de Maio de 1917 ocorreu a primeira aparição de Nossa Senhora na Cova Da Iria, e esse acontecimento iria mudar para sempre a vida de uma jovem chamada Lúcia. Esta criança, a quem se avizinhava uma brilhante carreira no ramo pastoreio, juntamente com outros dois colegas de profissão, tiveram uma visão divina. Num pais normal, Lúcia tornar-se-ia uma celebridade, com direito a participar em talk shows, editaria livros, criaria uma linha de roupa com o seu nome e faria publicidade a aparelhos de ginástica. Passando dentro de pouco tempo a viver dos rendimentos, com um apartamento com vista para o Tejo e uma vivenda na Quinta Do Lago. Mas não, teve o azar de ter nascido em Portugal, e como tal, em vez de uma vida de glamour, passou o resto dos seus dias enclausurada. Pergunto eu, mas que mal fez esta mulher? "Ah e tal, eu sou a irmã Lúcia e vi a Nossa Senhora." "Ai minha rica menina, muito bem. Como prenda vais ficar fechada num claustro para sempre.".

Que raio de vida, sinceramente, só neste país deprimente é que nos acontece isto. Mais valia enviarem-na pelo mundo fora, como forma de impulsionar a imagem de Portugal no estrangeiro e promover o turismo. Em vez disso ficou fechada, ali a andar de um lado para o outro, com poucas ou nenhumas pessoas a passarem por lá. Nem Nossa Senhora a foi visitar lá! Agora imaginem a seca daquele sitio, para uma divindade nem pôr lá os pés. Foram lá os papas, um ou outro dirigente politico e o Mel Gibson, o que não deixa de ser irónico. Aposto que há milhões de pessoas no mundo que queriam conhecer este senhor, e a quem é que vai calhar a sorte? A uma pessoa que nunca viu um filme. De certeza que quando ele chegou, ela ficou a olhar para ele e "Muito prazer. Quem é este gajo? Mel quem? Então adeuzinho e felicidades.". Nunca poderia dizer "Eh pá desde o Braveheart que você não faz um filme de jeito", porque nunca saiu dali.

Então e os outros dois? Sim, os outros pastorinhos? Aposto que emigraram a tempo de evitar uma vida parva que a irmã Lúcia, e todos nós temos de viver, neste nosso Portugal.

publicado por Velho Jarreta às 16:11

03
Abr 06

O desporto nunca foi, para mim, algo que suscitasse grande interesse, para dizer o mínimo. A minha única ligação com este mundo sempre se resumiu a ver jogos de futebol e a masturbar-me ao ritmo do voleibol de praia feminino. Em todo o caso aposto que deve ser extremamente interessante praticar algumas modalidades. Mas há outras que muito sinceramente não consigo perceber a piada. Ficam aqui uma série de exemplos de actividades que não entendo tanta dedicação e as minhas sugestões de alternativas:

  • Badmínton – é absolutamente ridículo, não passa de uma versão gay do ténis. Quem olha para aquela bola de borracha com uma rede à volta nota logo que coisa boa não pode ser. Joguem ténis ou ping-pong.
  • Curling – ao longe vê-se logo que é um absurdo. Uma pista de bowling, mas em gelo, com um gajo de joelhos a empurrar uma terrina e dois otários, cada um com a sua vassoura, a esfregar o chão. Joguem à malha.
  • Marcha – quando penso nisto até me doiem as costas. Mas quem é que se lembrou de andar kilometros atrás de kilometros daquela maneira. Em vez de marcha devia-se chamar "Andar à parva". Comprem o passe.
  • Lançamento do peso, do martelo ou de outra coisa qualquer – A ideia de ver quem é que manda mais longe um qualquer objecto, só pode levantar uma questão: "Para quê?". Sim, mas que raio de orgulho pode alguém ter nisto."Bem hoje consegui lançar o disco a 54 metros.". Os meus sinceros parabéns, aposto que os teus pais finalmente viram as vantagens dos métodos contraceptivos. Façam tiro ao alvo, sempre mandam algo para longe e cansam-se menos.
  • Remo – Não é parvo, a não ser num pequeno pormenor, que me faz muita confusão. É aquele gajo que vai no barco com um megafone aos berros o tempo tudo. Mas porque é que o levam? Qual é o interesse de ir a ouvir um tipo que nos vai a dizer aquilo que a gente já sabe? "Remem!! Remem!!". Olha mas que grande novidade, isso sei eu que é para remar. Pensavas que eu não sabia? "A sério, temos de remar? Estava convencido que isto era uma prova de pesca desportiva.". Livrem-se desse gajo e continuem o bom trabalho.
publicado por Velho Jarreta às 23:56

Quando eu andava no liceu, havia um colega meu que tinha uma série de características que raramente se encontram na mesma pessoa. De acordo com a população feminina, era de longe o mais bonito da escola, tinha uma namorada considerada pura e simplesmente a gaja mais boa que por ali havia. Praticava bastante bem qualquer modalidade desportiva e era um óptimo aluno, nunca tendo chumbado um ano, e quando acabou o 12º ano entrou logo para a faculdade. E pior que tudo é que era um gajo muita porreiro. Como é obvio ficou conhecido como o "mete-nojo".

Sempre me fascinou esta profunda injustiça, como é que algumas pessoas, como diz o povo, nascem com o cú virado para a lua. Por outro lado também há aqueles desgraçados que são um sortido de defeitos de fabrico. Toda a gente se lembra destes cromos, e se não te lembras, era porque o cromo eras tu.

A única explicação para isto é que a vida é injusta. Não se ponham com ilusões. Lá porque nasceram vesgos, com um QI de um digito e com os pés tortos não esperem que o futuro seja brilhante só porque apareceram neste mundo desfavorecidos. Do mesmo ponto de vista, se têm um perfil igual ao do meu colega também não acreditem que são seres especiais e que vieram à Terra para alguma missão que mude o futuro da humanidade.

"Ah é o destino.". Ó pá chamem-lhe que quiserem, mas conformem-se. Se mesmo assim estiverem desiludidos tornem-se budistas, ao menos como acreditam na reencarnação podem sempre pensar "Não tive sorte nenhuma desta vez mas quando cá voltar é que vai ser bom."

publicado por Velho Jarreta às 11:33

01
Abr 06
Para que não sabe é a "ciência da criação de pombos-correios" e é a 2ª modalidade, em termos de sócios em Portugal, logo a seguir ao futebol. O meu primo Célio é um apaixonado por esta arte, mas eu não consigo perceber a piada. Consiste em meter um porradão de pombos dentro de uma camioneta, levá-los para atrás do sol posto, libertá-los e depois esperar para ver quantos voltam.
Imaginem que são pombos. Estão muito descansados no vosso pombal, vamos supor em Ponte de Lima, e está um dia lindo. Sem darem conta já estão dentro de uma gaiola na galera de um camião, onde ficarão nas próximas 12 horas. Com mais 500 pombos, que vão todos para o mesmo, cobertos de merda, sim porque acima de vocês estão mais 7 paletes de pombos que não param de cagar horas a fio, e para ajudar à festa a pomba que está por cima de vocês, que até é bem roliça, está com ataque de diarreia mesmo potente. Pior que tudo isto é que nem há tema de conversa, o que raio vai um gajo dizer numa situação destas?
Finalmente chegam e vêem a luz do dia, saiem da carrinha, cobertos de merda e:
"Eh pá até me doiem as penas…espera lá…onde é que a gente veio parar desta vez? MADRID?? Vão-se foder!! Vão gozar com outro. Temos de criar um sindicato. Estou cheio de fome e nem trouxe dinheiro para comprar um saquito de milho. Eu sei lá agora voltar para Ponte de Lima. Alguém tem um mapa? Não estou a pedir um sistema de GPS mas ao menos uma bússola.". E lá vêem eles de volta, sempre a cagar</a> (porque se há coisas que os pombos fazem é merda, uns atrás dos outros na esperança que alguém saiba o caminho.
Para mim isto não é nenhuma ciência e muito menos uma arte. Acho que é só uma desculpa para andar a gozar com os pombos.
publicado por Velho Jarreta às 15:34

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