Março de 2006 - Janeiro de 2009

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Abr 08
                  Antes de mais quero esclarecer, aqui perante todo este vasto auditório, uma questão que me tem sido colocada ao longo desta semana. Para que não restem dúvidas de qualquer ordem e para que não surjam rumores infundados, venho por este meio declarar o seguinte. Não sou candidato à presidência do PPD /PSD!
Agradeço o franco apoio dado por tantos e tão bons companheiros, mas não me vai ser de todo possível. Pois tenho mais que fazer. Hoje ainda vou com o carro à inspecção e amanhã tenho muita coisa para despachar porque depois mete-se o fim-de-semana grande e fica tudo de por fazer.
Como tal, e para não deixar o barco à deriva, expresso aqui o meu sincero apoio ao Dr. Patinha Antão. Porquê? Porque Patinha Antão é um nome espectacular. Já que temos um primeiro-ministro com nome de filosofo porque não ter o líder da oposição com o nome de uma personagem de desenhos animados.
Mas deixemo-nos de insignificâncias e concentremo-nos em assuntos verdadeiramente importantes. O que me traz aqui hoje é a minha indignação pelo comportamento explicitamente inactivo do meu gato. É que ele não faz mesmo um caralho . Nem um caralho , nem pôrra nenhuma. Mas vamos por partes.
Tenho um gato que vai fazer em breve treze anos. Treze anos em idade felina são equivalentes nos seres humanos a setenta e dois. O que já é uma idade jeitosa. Com setenta e dois anos já não se pode exigir muito. Ninguém com esta idade vai correr maratonas ou mudar o mundo. Conter as urinas já é uma meta ambiciosa. Mas há limites, e o meu gato não os respeita.
A rotina diária do meu gato consiste no seguinte. Acorda por volta das oito da manhã. Como os restantes inquilinos levantam-se aquela hora, ficaria mal ficar deitado. Aparentemente, dá a sensação de que vai começar o seu dia. Levanta-se, vai mijar, come qualquer coisa. Enfim, o costume de qualquer um. Até que, sem nada que o previsse, vai se deitar outra vez. Esta segunda demão em nada diverge do sono nocturno. Mais oito horas de pleno descanso para repor as tão necessárias energias.
Ao final da tarde começa a sua labuta. Que consiste basicamente em ir dar mais uma mija, comer mais qualquer coisa e procurar um colo ou um canto do sofá para se poder aninhar. Como o tempo passa a correr, dá por si e são horas de ir para a cama porque amanhã não é dia de trabalho. E assim se passa mais um dia.
E o pior é que isto já não é de ontem. Ele já mantém este estilo de vida à anos. Tenho a certeza que se houver um céu e inferno para gatos, o meu não vai para um nem para outra. Volta para a terra e vai para deputado.
Só mais uma coisa. Vejam o "Californication". Dá algures na RTP2 . É pura a simplesmente a melhor série desde o “Duarte & Companhia”. O meu gato vê. Tem tempo para isso. Ele não faz um caralho .
publicado por Velho Jarreta às 00:40

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