Março de 2006 - Janeiro de 2009

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Dez 08

Estamos provavelmente na mais surreal época do ano. Devo confessar que gosto do Natal. Mas lá por gostar, não posso deixar de reconhecer as suas falhas. É composto de demasiados disparates e irracionalidades que, por usa vez, não permitem que levemos este período das nossas vidas minimamente a serio. Senão vejamos.

Primeiro que tudo é dedicado à celebração do nascimento de um gajo que nunca existiu. Logo ai perde a credibilidade toda. Se queremos arranjar uma desculpa para fazer uma festa ao menos que tenhamos uma boa base para nos apoiarmos. Agora celebrar lendas e mitos é pouco fundamentado.

Mas nós sempre fizemos isso em Portugal. Temos um sério problema em lidar com a realidade e o seu mundo. Temos uma fé tão grande na tristeza e na inevitabilidade da nossa sina, que se queremos festejar o que quer que seja, temos de concebê-lo como algo que vem de outro mundo. Pois na ocidental praia lusitana só resta mirar o firmamento e chorar o nosso fado.

É como as festas de Verão que são sempre em homenagem a um santo qualquer que nunca ninguém ouviu falar. E se lhe é reconhecido o nome, o mérito e a obra são uma incógnita tão grande como o sexo dos anjos.

Mas não falemos mais de tristezas nem de sexo. Estamos no Natal, esses dois assuntos são tabu nesta época, ou pelo menos deviam ser. Não se pode, nem se deve, ser infeliz nesta altura, é deslocado do momento. E sexo então é fora de questão. A mera ideia de um beijo mais profundo quando se está rodeado de toda a família é tão excitante como fazer amor com uma hiena, ao som dos Delfins, usando um preservativo feito de pedra-pomes. Haja alegria portanto. Mesmo sem foder e com todas as suas falhas, a época natalícia é uma coisa muito linda. E felizmente só dura uns dias.

 

publicado por Velho Jarreta às 14:19

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