Março de 2006 - Janeiro de 2009

10
Jan 07

Apesar de ser uma tradução muito má de um filme muito bom, é uma bela expressão. Ter certezas neste campo é o mesmo que discutir o sexo dos anjos ou para que é que serve um pisa-papéis . Sim um pisa-papéis . Alguém trabalha num escritório com um anticiclone na mesa ao lado, ou onde sopre uma brisa matinal que necessita de um objecto com 2 kg para impedir que as suas folhas voem? Então para que serve aquilo? Se é só para decorar comprem um bibelô. Aliás, que raio de palavra é essa bibelô? Adiante…

O Oscar Wilde dizia que é mais fácil compreender os mistérios da vida e da morte do que compreender o mistério do amor. Não é que seja mais fácil , é só que nos dão menos dores de cabeça. E se não nos tiram o sono para quê perder tempo com isso? Até porque ai ao menos temos certezas, nem que seja o facto de estarmos vivos e que, mais cedo ou mais tarde, vamos morrer.

Haveria tanto para falar sobre amor mas, como diria o Herman , não temos tempo e como tal concentremo-nos na atracção de opostos. Porque será que duas pessoas que não têm porra nenhuma a ver um com o outro se desejam? Deverá ser porque se completam, o que falta a um o outro tem. E apesar de ser uma mistura de de duas coisas tão diferentes como azeite e vinagre o que é um facto é que resulta.

Vejam o caso de presunto com melão. Embora difícil de entender de inicio, vai-se a ver e é extremamente saboroso e combina perfeitamente. Aposto que, de inicio, até o fresco melão, feito em bocados, olhava de lado o fatiado fumado enquanto ambos estavam deitados num prato. Como que a interrogar-se o que estaria ali a fazer com tal presença, que lhe era tão estranha. Para mais tarde se aperceber que era ele que lhe dava novo significado. O próprio presunto também tem os seus receios. Decerto sentiu a falta do queijo e do pão a que estava habituado mas rapidamente sentiu que esta experiencia era diferente das outras e lhe dava algo que nunca tinha sentido. Esta combinação é mais que um simples alimento, é amor, é algo que preenche o vazio que ambos sentem.

Uns diriam que não passa de um prato de Verão, mas se o experimentarem em frente a uma lareira no gélido Janeiro vão ver que é uma iguaria eterna, independentemente da estação do ano em que se deguste. Até porque um sem o outro perdem todo o brilho que emanam, é algo mais que a soma das partes. E enquanto este Inverno aperta, o presunto está enforcado à lareira a maturar e o melão vai brotando à procura de uma nova vida. Será que se iram novamente encontrar numa farta mesa? Só o tempo o dirá mas sei que nenhum deles se esquecerá do brilho que cada um provocou no outro. E isso, embora estranho, será sempre amor.

publicado por Velho Jarreta às 00:01

2 comentários:
oi, oi. É a primeira vez que entro no teu blog e adorei. continua a escrever assim que eu vou lendo, tá. Eatá muito fixe. beijos Marisa
meme a 10 de Janeiro de 2007 às 13:02

isto soa-me a um Homem apaixonado!!!!: ) bj stéphanie
stephanie a 15 de Janeiro de 2007 às 19:10

Janeiro 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
11
12
13

14
15
16
18
19
20

21
22
23
25
26
27

28
29
30


mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Nº de pessoas presentes
Nº de leitores
free hit counter
hit counter
blogs SAPO