Março de 2006 - Janeiro de 2009

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Jan 07

Entramos em 2007 e isso não tem rigorosamente interesse nenhum e desengane-se quem pensar o contrário. É altura de balanços tortos e novas decisões que nunca chegam a ser implementadas. É quando olhamos para trás para vermos que afinal mais vale é seguir em frente. É estúpido mas não deixa de ser muito divertido.

Eu nem devia dizer isto pois faço anos a 1 de Janeiro. Logo, deveria ser a pessoa que mais significado atribui a este período . Mas não, não encontro razões para tal. Tanto eu como o meu pai sofremos do mesmo mal. Festejar só porque tem que ser não faz sentido nenhum. E com o passar de anos estas características vão-se acentuando.

Se formos a ver a passagem de ano não passa de uma desculpa para se apanhar uma valente narsa . Eu até conheço umas pessoas que vão fazer outra este sábado porque de 31 para 1 foi fraquinho. E não os condeno, eu também já fiz isso à uns anos e foi uma noite memorável ganda ravalhão , ainda temos de ligar ao Luís para ir passar uns dias a casa dele).

Esta comemoração é tão sentida como os santos populares em pleno Verão. Sem nexo nenhum mas mais uma vez muito divertido. Ninguém sabe o que raio está ali a fazer, nem qual o santo padroeiro que se celebra .Eu até desafio alguém a me dizer, sem ir ver ao dicionário, o que realmente é um santo padroeiro. Será um santo mais animado que os outros? Seria o gajo que foi pregar em stand-up ou o que fazia bonecos com balões que mais parecem vibradores insufláveis? Não sei nem interessa. O que interessa é que já podemos por os cd’s de música pimba, que estavam no fundo da gaveta, e beber uma quantidade de álcool que dê para abater um cavalo.

Mas não me estou a queixar, pois divirto-me sempre. Estou só à procura de respostas. Porque se formos a ver, se não fossem as datas religiosas, a passagem de ano e os aniversários o que é que iriamos festejar? As vitórias na bola é uma boa resposta mas satisfazem pouco pois são pouco frequentes e não dão para todos. A queda de um governo? Esqueçam, já ninguém liga a isso. O fim de um programa da Júlia Pinheiro? Também de nada vale pois passado pouco tempo lá a vemos de novo, aos berros como se ainda não tivesse sido inventada a amplificação.

As respostas são poucas realmente, para não dizer nenhumas. Muitos poderiam dizer que aquilo que celebramos é a vida. Será que sim? Ou será que estas celebrações não passam de fugas à mesma?

publicado por Velho Jarreta às 21:05

comentário:
Embora sejam atrasados. Muitos parabéns.
meme a 10 de Janeiro de 2007 às 17:12

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